
Imagem ilustrativa
Cenas de luz no controle da sala
A iluminação de auditório e sala de reunião muda conforme o que acontece no ambiente: projetar, falar para uma câmera ou receber o público pedem luzes diferentes. A ATIV coloca essas mudanças no mesmo painel que comanda áudio e vídeo, como cenas com o nome do uso.
O que a luz precisa fazer em cada uso da sala
Na projeção, a luz perto da tela diminui para a imagem ganhar contraste, enquanto a plateia mantém o suficiente para anotar. Na videoconferência, o rosto de quem fala precisa de luz frontal e uniforme, ou a câmera entrega silhuetas. No intervalo e na limpeza, tudo acende.
Sem integração, alguém resolve isso em vários interruptores, de memória. Com cenas, o usuário escolhe “apresentação” ou “videoconferência” e a sala inteira se ajusta: luz, persiana, tela e som.
O que entra no projeto de iluminação de auditório e sala
A ATIV parte do projeto luminotécnico e do projeto elétrico existentes. Quantidade de luminárias, nível de iluminação e circuitos são definidos pelos projetistas responsáveis; o audiovisual informa o que as cenas precisam e integra o comando.
- Circuitos separados por área: palco ou cabeceira, plateia ou mesa, região da tela e circulação.
- Luminárias e fontes com regulagem de intensidade, compatíveis com o controlador escolhido.
- Controlador de iluminação, que guarda os níveis de cada cena e executa as transições.
- Persianas ou cortinas motorizadas, quando a luz natural interfere na tela ou na câmera.
- Sensor de presença, que informa se a sala está ocupada.
- Teclado de parede com as cenas básicas, para a sala funcionar sem o painel do AV.
- Interface entre o controlador de luz e o processador de controle do audiovisual.
Como a cena de luz se liga ao controle do AV e ao prédio
O processador de controle do audiovisual não regula lâmpada por lâmpada. Ele pede uma cena ao controlador de iluminação, que executa. Essa divisão mantém a luz funcionando pelo teclado de parede se o AV estiver desligado ou em manutenção.
Em edifícios com automação predial, o pedido pode passar pelo BMS, por gateway ou API, no protocolo que o sistema do cliente usa, como BACnet ou Modbus. A iluminação de emergência e a sinalização de saída ficam fora das cenas: pertencem ao projeto de segurança do prédio e não são comandadas pelo audiovisual.
Ocupação e estados de energia
A norma ANSI/INFOCOMM 4:2012, de gestão de energia em sistemas audiovisuais, é a referência para esta parte. Ela descreve os estados do sistema, ligado, em espera e desligado, e orienta que a sala fique no menor estado de consumo que não atrapalhe o uso.
Na prática, a regra é escrita assim: o sensor de presença indica sala vazia por um período definido no projeto; o AV passa para espera e a luz vai para a cena de sala vazia; depois de mais um período, ambos desligam. A agenda pode antecipar a preparação antes de uma reunião marcada. Os tempos são ajustados com o cliente depois de algumas semanas de uso, para a luz não apagar com pessoas na sala.
O que se confere no comissionamento
- Cada cena chamada pelo painel e pelo teclado de parede, com os níveis combinados em cada circuito.
- Imagem projetada e imagem da câmera avaliadas com a cena correspondente ativa.
- Transição entre cenas sem piscar nem apagar por completo.
- Regra de ocupação testada: espera, desligamento e retomada.
- Luz operando pelo teclado com o processador do AV desligado.
O que fica escrito no contrato
O contrato traz a lista de cenas com os níveis de cada circuito, os tempos da regra de ocupação e a divisão de fornecimento: o que é da ATIV, o que é do instalador elétrico e o que é do fornecedor das luminárias. Registra também quem pode alterar as cenas depois da entrega e onde ficam os arquivos de programação.
Como seguir
O ideal é a conversa acontecer enquanto o projeto luminotécnico ainda aceita ajuste de circuitos.
A luz da sala atrapalha a projeção ou a câmera?
Envie a planta de iluminação e diga como a sala é usada. Devolvemos as cenas propostas e o que o sistema de luz precisa oferecer para recebê-las.
