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Plataformas que unem os subsistemas
Uma plataforma de integração audiovisual é a camada que fica entre o painel que o usuário toca e os equipamentos que executam. A ATIV projeta e instala essa camada, escolhendo a plataforma pelo que a sala precisa fazer e pelo que o cliente já tem em operação.
O papel da plataforma no sistema
Áudio, vídeo, iluminação e agenda são subsistemas com linguagens próprias. A plataforma recebe um pedido simples, como “iniciar apresentação”, e o traduz nos comandos que cada subsistema entende, na ordem certa e com os tempos de espera de cada equipamento.
Ela também faz o caminho inverso: recolhe o estado dos equipamentos e o devolve ao painel e ao monitoramento remoto. É por ela que a equipe de suporte sabe que um display não respondeu antes de alguém reclamar.
Middleware como função, não como produto
Middleware é o nome da função de traduzir e coordenar. Ela pode estar em um processador de controle dedicado, em um processador que reúne áudio e controle no mesmo equipamento ou em um software em servidor. O projeto decide onde a função mora; não existe uma caixa única que sirva para todo caso.
- Processador de controle: executa a lógica da sala e fala com os equipamentos por contato seco, serial e IP.
- Processador de áudio com controle: reúne mixagem, cancelamento de eco e lógica, o que reduz o número de equipamentos em salas de conferência.
- Gateway: converte o protocolo de um sistema predial, como BACnet ou Modbus, para algo que o controle da sala consegue ler.
- Gestão centralizada: software que acompanha várias salas, registra falhas e distribui atualizações.
Como se escolhe a plataforma de integração audiovisual
O critério parte da lista de interfaces: quantos equipamentos, de que tipo, e quais precisam devolver estado. Depois entram o que o cliente já opera em outras salas, quem vai manter a programação e como a TI trata dispositivos em rede.
Crestron e Q-SYS são plataformas que a ATIV já usou em projeto e mantém em funcionamento no laboratório de Cotia, ao lado de AMX e Extron. Não são as únicas possíveis. Quando o cliente tem um padrão definido, o projeto segue esse padrão, desde que ele atenda às interfaces da sala.
Ligação com a rede e com o controle da sala
A plataforma é um dispositivo de rede. Recebe endereço fixo, fica na VLAN de controle e tem a senha de fábrica trocada antes de entrar em operação. Operador e administrador usam perfis separados.
Em cada sala, só um processador guarda o estado do sistema. Painéis, botoeiras e a agenda corporativa conversam com ele, e não diretamente com os equipamentos. Atualização de firmware é testada antes de ir para a sala, porque uma versão nova pode mudar a forma como o equipamento responde ao controle.
Verificação em campo e em laboratório
Antes da instalação, a programação é carregada e testada com os equipamentos na bancada. Em campo, o comissionamento confere as funções automáticas do controle, item da ANSI/INFOCOMM 10:2013: ligar e desligar pela agenda, voltar ao estado inicial ao fim da reunião, retomar depois de uma queda de energia.
Cada cena é acionada pelo painel e conferida no equipamento. O resultado entra no relatório de comissionamento junto com as pendências abertas.
Cláusulas sobre programação e licenças
O contrato define a quem pertencem os arquivos de programação e de interface gráfica e como o cliente os acessa. Registra também as licenças de software em nome do cliente, a versão de firmware entregue e o prazo de resposta do suporte, definido em contrato.
A entrega inclui manual de operação e treinamento de quem usa e de quem administra a sala.
Próximo passo
Com a lista de equipamentos e a planta do ambiente, a ATIV indica onde a função de integração deve ficar e o que ela precisa comandar.
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