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O que pode ir para a nuvem, e o que fica na sala
A nuvem para sistema audiovisual serve bem a duas tarefas: acompanhar as salas à distância e realizar a videoconferência. O processamento de áudio, de vídeo e de controle de uma sala crítica costuma ficar em equipamento local. A ATIV define essa divisão no projeto, junto com a TI do cliente.
O que a sala precisa continuar fazendo sem internet
O critério do projeto é uma pergunta: se o enlace de internet cair agora, o que precisa continuar funcionando? Num auditório, o microfone, as caixas e a projeção. Numa sala de controle, o videowall e a troca de fontes. Numa sala de reunião, ao menos a apresentação local e o som da sala.
Tudo o que entra nessa resposta é processado por equipamento instalado no prédio. O que pode esperar a conexão voltar, como o painel de acompanhamento das salas ou a atualização de um aplicativo, pode depender de serviço externo.
O que pode usar a nuvem para sistema audiovisual
- Videoconferência. A reunião acontece na plataforma que o cliente já usa, como Teams, Zoom, Webex ou Google Meet, e a sala entra nela como mais um participante.
- Gestão de salas. Um painel mostra quais equipamentos estão ligados, quais apresentam falha e qual versão de firmware cada um tem.
- Agenda. A sala consulta o calendário corporativo para exibir a reserva e preparar o sistema no horário.
- Atualização e cópia de configuração. Arquivos de programação e de ajuste ficam guardados fora do equipamento, para reposição rápida em caso de troca.
- Acesso remoto de suporte, por canal aprovado pela TI.
O que fica em equipamento local
O processador de áudio, o processador de controle, a matriz ou os codificadores de vídeo e o servidor de gestão do videowall ficam no rack do cliente. O painel de toque da sala fala com o processador pela rede interna, sem passar pela internet, e por isso responde igual com ou sem conexão externa.
Em ambientes de operação contínua, os serviços de gestão também podem ficar em servidor do próprio cliente, quando a política de segurança não admite dado de operação fora do prédio. Essa decisão é do cliente, e o projeto a registra.
Como a nuvem se liga à rede e à segurança da TI
Cada serviço externo usa um conjunto de endereços e portas de saída. A ATIV entrega essa relação à TI, que escreve as regras de firewall e decide por onde o tráfego sai. A banda de internet consumida pela videoconferência entra na conta do enlace, somando as salas que podem estar em chamada ao mesmo tempo.
Contas e acesso remoto são combinados com a TI, tendo como referência a prática recomendada AVIXA RP-C303.01, de segurança em sistemas audiovisuais em rede. Não há conta compartilhada nem senha de fábrica: operador e administrador têm perfis separados, com o mínimo de permissão, e o acesso de suporte é feito por usuário identificado. A atualização de firmware é testada antes de ser aplicada às salas, porque uma versão nova pode alterar a comunicação com o controle.
O que se confere no comissionamento
- Teste de queda: o enlace de internet é desligado e as funções locais definidas no projeto são verificadas uma a uma.
- Retorno da conexão: a sala volta a aparecer no painel de gestão e a entrar em chamada sem intervenção.
- Chamada de teste em cada plataforma prevista, com áudio e vídeo nos dois sentidos.
- Contas criadas conforme a lista aprovada pela TI e senhas de fábrica trocadas.
- Licenças de software registradas em nome do cliente.
O que fica escrito no contrato
O contrato lista as licenças e assinaturas do projeto, quem é o titular de cada uma e quem as renova. Registra também quem administra as contas, onde ficam guardados os arquivos de programação e quem tem acesso a eles, e em que condições a ATIV acessa o sistema à distância. Quando o cliente contrata acompanhamento remoto, o prazo de resposta é definido em contrato.
A disponibilidade de um serviço externo depende do provedor desse serviço e do enlace de internet do cliente. O projeto deixa isso explícito e indica o que a sala faz enquanto o serviço estiver fora.
Como seguir
A divisão entre local e nuvem é desenhada sala por sala, com a TI na conversa desde o início.
Quer acompanhar as salas à distância sem depender da internet para usá-las?
Conte quantas salas existem, qual plataforma de reunião a empresa usa e o que a TI permite em acesso remoto. Devolvemos a divisão entre local e nuvem.
