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APIs e protocolos usados na integração
Uma API de integração audiovisual é o conjunto de comandos que um equipamento ou software aceita de outro sistema. A ATIV projeta e instala integrações escolhendo, para cada equipamento, o protocolo que ele publica e que o controle da sala consegue usar com retorno de estado.
Para que serve um protocolo de controle
O controle da sala precisa fazer duas perguntas a cada equipamento: “faça isto” e “como você está agora”. O protocolo é a forma combinada de perguntar e responder. Sem a segunda pergunta, o painel só supõe o estado do equipamento.
A mesma necessidade aparece fora da sala. A agenda corporativa informa que a reunião começou, o sistema do prédio pede para desligar tudo no fim do expediente e a equipe de suporte consulta o estado dos equipamentos à distância.
Protocolos que entram no projeto
O projeto não escolhe um protocolo para tudo. Usa o que cada fabricante documenta e registra a escolha na lista de interfaces.
- REST: comandos e consultas por HTTP, em formato que qualquer sistema de TI sabe ler. É o caminho usual para ligar o AV a software, como o EasyWall no videowall ou um sistema de agendamento.
- Protocolo de controle do fabricante sobre IP: usado entre o processador e displays, câmeras, matrizes e processadores de áudio.
- Serial (RS-232): comando por cabo dedicado, para equipamento sem porta de rede ou quando se quer o controle fora da rede.
- Dante e AES67: transportam o áudio pela rede. Não são protocolos de controle, mas definem como os equipamentos de áudio se encontram e se sincronizam.
- BACnet e Modbus: protocolos dos sistemas prediais, lidos pelo AV por meio de gateway.
Como a API de integração audiovisual se liga à rede
Todo comando por IP atravessa a rede do cliente, então a TI participa desde o projeto. Para cada dispositivo, a ATIV documenta os protocolos e as portas de entrada e de saída que ele usa, para que a TI escreva as regras de firewall. Essa prática é recomendada pela AVIXA RP-C303.01, que trata de segurança em sistemas AV em rede.
O tráfego de controle fica em VLAN própria, separada do áudio e do vídeo. Onde o equipamento oferece comunicação criptografada, ela substitui a versão em texto claro. Serviços e portas sem uso são desativados, e as credenciais de acesso à API não ficam com a senha de fábrica.
Quando a integração é com um sistema de terceiros, o projeto registra quem inicia a comunicação, com que frequência e o que acontece se o outro lado não responder.
Teste de cada comando e de cada retorno
No comissionamento, cada linha da lista de interfaces vira um teste: o comando é enviado, o equipamento executa e o retorno de estado chega ao controle. Testamos também a falha, desconectando o equipamento da rede para conferir se o controle sinaliza a perda e se retoma sozinho.
A verificação usa como referência os itens de controle e de rede da ANSI/INFOCOMM 10:2013. Cada item é registrado como passa ou não passa no relatório.
O que o contrato registra sobre as integrações
O contrato lista as integrações incluídas e o limite de cada uma. Quando a ligação depende de um sistema de terceiros, fica escrito quem fornece a documentação da API, quem libera o acesso e quem responde se o fornecedor mudar a interface em uma atualização.
Entram ainda a entrega da lista de interfaces e dos dados de rede nos as built, o acesso aos arquivos de programação e a versão de firmware com que o sistema foi aceito.
Como avançar
Para avaliar uma integração, a ATIV precisa do nome do sistema, da documentação que o fornecedor publica e do que se espera que a sala faça com a informação.
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